(27 Janeiro 2005)
És um falhado, um estúpido, uma besta quadrada
és menos que gente, menos que nada,
descuras as coisas que nos fazem viver
vives no teu mundo de ilusões e prazer
és um nojo, uma nódoa, não és ninguém,
desprezam-te família e amigos também
sempre soubeste que estás melhor sózinho
calado e quieto no teu cantinho
num sítio quente e escuro, como um forno,
onde sabes que não vales a ponta de um corno,
deixa-te aí ficar, no teu lugar isolado,
não fazes nem dizes nada acertado.
Sinistro personagem sem nada de enredo
ninguém te respeita, ninguém te tem medo,
não tens um propósito ou uma definição
és menos que a mosca na pôia de um cão
só choras em versos maus da tua cabeça,
sem rima, sem métrica nem nada que se pareça,
como o Peter Pan, nunca irás crescer,
juízo na cabeça ainda está para nascer
erros como tu não são para repetir
um homem-reticências que não vai evoluir
és nojo, trapo velho e anomalia
há muito que tamanha coisa parva não se via
não fales, não vejas, não dês nas vistas,
não tires o nariz de tuas revistas,
coisa tão inútil eu jamais vi,
reduz-te ao teu nada que não fazes falta aqui.